Em maio de 2018, o MPDFT instaurou um inquérito para investigar o vazamento de dados pessoais de quase 20.000 correntistas do Banco Inter, que foi o primeiro banco totalmente digital do Brasil. Entre os dados vazados, estavam dados bancários, nome completo e CPF.
Inicialmente o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), órgão que abriu processo para apurar sobre o vazamento dos dados pediu uma indenização de R$ 10 milhões, porém foi fechado um acordo onde o Banco aceitou pagar R$ 1,5 milhão de indenização.
Deste valor, 1 milhão de reais foi destinado a instituições públicas que combatem crimes cibernéticos indicadas pelo MPDFT. Esse valor será repassado na forma de equipamentos e softwares, também indicados pelo Ministério Público. Os outros 500 mil reais foram doados a instituições de caridade.
Sobre o vazamento, a instituição disse, porém, que as investigações não constataram um ataque cibernético externo que comprometesse a segurança dos dados dos correntistas. "Acreditamos que a pessoa autorizada a atuar em nossos sistemas tenha quebrado seu dever de sigilo (...) e, após tentativa frustrada de nos extorquir, divulgou, sem autorização, algumas informações à pequena parcela de nossos clientes à época", diz a nota.
O banco informou, ainda, que contratou empresas especializadas para avaliar os danos, garantindo que estes foram "quase todos de baixo impacto, sendo que clientes mais sensíveis foram contatados"